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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pesquisa mostra que 96% dos brasileiros se preocupam em formar novos leitores

Família reconhece a importância do hábito da leitura, mas só 37% dos adultos costumam ler para as crianças

Você já está cansado de saber que é importante incentivar seu filho a ler e ter acesso aos livros desde cedo. Mas o que você faz, no dia a dia, para colocar isso em prática? Uma pesquisa divulgada nesta terça (2) - realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto Datafolha, com 2.074 pessoas de 133 municípios do Brasil - mostrou que, apesar de 96% dos participantes considerarem importante incentivar crianças de até 5 anos de idade a gostar de ler, apenas 37% costumam ler livros ou histórias para elas.

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Quebrando um ciclo vicioso de exclusão social

Confira o artigo do prof. Naomar Almeida Filho publicado na ReVista: Havard Review od Latin America.

Breaking a Vicious Cycle of Social Exclusion: University Education in Contemporary Brazil

The Brazilian Congress approved a bill in August imposing a quota of 50 percent of all available slots in federal universities for students coming from public schools, with the ethnic component within this quota matching that of the state in which the university is located. This system is precisely the one implemented at UFBA. The law will become effective next year and affect more than 90 federal higher education institutions and almost 2 million students.

Educadores exigem ensino diferenciado para indígenas

Escolas regulares fazem índios 'desaprenderem' sua cultura

Por Coletivo Oca Digital
Especial para Caros Amigos

A roda de conversa sobre Educação Indígena e Educação Escolar Indígena, na tarde de sexta-feira (28), no IV Seminário Internacional de História e Cultura Indígena Caboclo Índio Marcelino, na Aldeia Itapuã (Olivença, Sul da Bahia) foi marcada pela exigência de ensino diferenciado em escolas indígenas. Os educadores também exigiram o cumprimento da lei 11.465/03, que estabelece a inclusão da temática da história indígenas nas redes de ensino.

A professora de história Circe Bittencourt, aposentada da Universidade de São Paulo (USP), atualmente na PUC-SP, destacou que “ninguém melhor que escrever a história indígena que os próprios indígenas”. Circe começou a trabalhar com a questão indígena no começo da década de 1990, com os Terena, de Mato Grosso do Sul.

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MEC reconhece 188 novos cursos de ensino superior

Trinta deles serão instalados em instituições federais

O Ministério da Educação (MEC) reconheceu 188 novos cursos de ensino superior no país, sendo 30 em instituições federais. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União.

Na lista, há cursos de bacharelado, licenciatura e educação tecnológica de diferentes áreas do conhecimento. Entre os cursos contemplados em instituições federais, estão design na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), licenciatura em teatro na Universidade Federal de Sergipe (UFS), tecnólogo em fabricação mecânica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e bacharelado em ciências biológicas na Universidade Fedral da Bahia (UFBA).

Após obter autorização de funcionamento do MEC, a instituição pode criar um curso de ensino superior, realizar processo seletivo e receber alunos. Contudo, não pode conferir diplomas de conclusão até que o curso seja reconhecido. A solitação de reconhecimento deve ser feita ao MEC quando o curso já tiver 50% do seu projeto curricular cumprido. A cada três anos, o reconhecimento deve ser renovado.

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Professor brasileiro é um dos mais mal pagos do mundo

Estudos internacionais apontam que o rendimento anual do docente do ensino fundamental no Brasil é apenas 10% do que recebe um professor na Suíça

Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências das Nações Unidas, do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, na sexta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob ameaça diante dos salários baixos.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Plataforma criada por ex-aluno do ITA libera 700 vídeos de matemática

Voltadas para alunos dos ensinos fundamental e médio, aulas são divididas por temas


Primeiro, Salman Khan revolucionou o ensino com suas aulas no Youtube. Depois, o MIT se uniu ao seu ex-aluno ilustre para também produzir vídeos educativos curtos voltados para melhorar a educação básica dos EUA. Agora, é a vez Brasil aderir ao movimento de olho na melhoria do ensino. A startup QMágico lança nesta sexta-feira, 18, na Feira Educar Educador, sua plataforma com 700 vídeos de matemática gratuitos, que têm entre 7 e 12 minutos de duração, endereçados a alunos dos ensinos fundamental e médio.

O site http://www.qmagico.com.br/ foi idealizado pelo cearense Thiago Feijão, 22, aluno de engenharia mecânica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A ideia nasceu, conta o jovem, quando ele dava aulas para população de baixa renda em três ONGs, duas delas criadas por ele mesmo, em São José dos Campos. "Quando eu entrei no ITA, em 2008, eu decidi trabalhar com educação para fazer com que outras pessoas pudessem ter a oportunidade que eu tive", diz Feijão, que ficava incomodado por não conseguir atender nem de longe a todos os estudantes que queriam assistir às aulas que as organizações ofereciam.
"Eu me perguntava: como eu faço uma coisa que seja escalável e sustentável financeiramente? Como replicar o que a gente faz aqui [ONGs] para o Brasil inteiro? Aí surgiu o QMágico", diz. O click veio em um sábado, em março do ano passado, e já na quinta-feira seguinte, ele e alguns colegas disponibilizaram uma primeira versão, bem simples, para as ONGs. "Vimos que os professores gostavam e que os alunos gostavam, então resolvemos expandir."

De março para cá a plataforma foi sendo aperfeiçoada e, a partir de hoje, os vídeos de matemática ficarão disponíveis para os alunos. Pelo site, será possível assistir a vídeos escolhendo por série, do primeiro ano do ensino fundamental ao pré-vestibular, ou por tema - geometria, álgebra, funções e análises combinatórias, por exemplo. As imagens mostram sempre uma lousa ou um caderno sendo preenchido com conteúdo enquanto uma voz ao fundo dá explicações. Também estão disponíveis exercícios e testes sobre os temas oferecidos.

Os donos das vozes são, na maioria das vezes, estudantes das melhores universidades do país que receberam bolsa para ensinar determinado assunto a crianças e jovens ou professores das ONGs lideradas por Feijão. "Nós convidamos para fazer os vídeos e ensinamos o padrão. Temos um cronograma de desenvolvimento e já oferecemos toda a matemática de ensino básico bem estruturada, então o professor consegue encaixar os vídeos no currículo", afirma o estudante, que prepara a oferta de vídeos de língua portuguesa e física.
A sustentabilidade financeira do QMágico ocorre por meio da oferta de outros dois tipos de serviço, que são vendidos para escolas, redes de ensino e governos. O primeiro é uma plataforma de aprendizagem virtual, em que as instituições de ensino podem inserir seus conteúdos, propor atividades on-line, fazer avaliações de alunos, além de acompanhar o desenvolvimento dos alunos e professores de maneira individualizada.

O segundo serviço é um pacote de treinamento para professores e instituições com orientações para o uso das tecnologias em sala de aula - a adaptação ao blended learning, essa utilização casada de atividades virtuais e reais que tanto preocupa educadores mundo afora. Segundo Feijão, um dos métodos que o QMágico aplica nesses treinamentos é conhecido por rotation lab, quando a turma é dividida em três grupos, ficando os alunos do primeiro terço mexendo no computador, os do segundo fazendo exercícios e os do terceiro com o professor, que já viu o que os alunos fizeram no ambiente on-line e dá explicações específicas e tira dúvidas.




PROGRAMAÇÃO


MÓDULO I - O GESTOR ESCOLAR E O PROJETO PEDAGÓGICO
Faça do Projeto Pedagógico um aliado de sua escola frente ao mercado e à sociedade

. Dimensões de um Projeto Pedagógico: fundamentações necessárias
. As demandas contemporâneas: sociedade, educação e cultura
. Desafios entre a teoria e a prática
. Competências necessárias de um Gestor Escolar
. Pressupostos para uma leitura da realidade escolar
. A gestão de um trabalho pedagógico coletivo



Módulo II – A GESTÃO DO CONHECIMENTO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Saiba como utilizar os desafios do século XXI como soluções inovadoras para sua escola

. Sociedade da aprendizagem
. A era da informação e a era do conhecimento
. O aluno, a sala de aula e as tecnologias
. A didática na escola do século XXI e a inovações na prática pedagógica
. As interações e mediações docentes
. Formação de professores

MÓDULO III - A FAMÍLIA NA PAUTA DA GESTÃO ESCOLAR
A importância desta relação e a influência que ela pode exercer perante o negócio educacional

. De que escola e de que família nós estamos falando
. A escola de ontem e de hoje; a família de ontem e a família de hoje
. Conhecimento das famílias da escola: pesquisa qualitativa
. Informações sobre o estudo “Participación de las familias en la educación infantil latino-americana”
. Princípios para interação escola-família mediada pelos gestores: criação de propostas estrategicamente pensadas para cada escola
. O professor e os demais colaboradores da escola: que lugar ocupam no fortalecimento da interação escola-família



MÓDULO IV - ESTRATÉGIAS DE MARKETING E RELACIONAMENTO
Saiba como gerar vantagens competitivas de forma lucrativa para sua escola

. Novos comportamentos de escolha de uma instituição pelo aluno e pais
. Novas ferramentas para o marketing educacional
. Estratégias de comunicação x estratégias de retenção
. Como as redes sociais podem ajudar na retenção?
. Compartilhar: ações para a construção de uma nova colaboração por parte de alunos e colaboradores
. O nosso conteúdo é relevante ou promocional?

MÓDULO V - GESTÃO DE PESSOAS POR COMPETÊNCIAS
Saiba como implementar a gestão de pessoas por competências, potencializando a equipe e agregando valor à escola

. Fundamentos da excelência na gestão de pessoas
. Analisando as competências organizacionais da escola
. Atribuindo as competências dos cargos
. Seleção, capacitação e avaliação de performance por competências



MÓDULO VI – AVALIAÇÃO: POR UMA PRÁTICA A FAVOR DA APRENDIZAGEM
Supere os desafios da avaliação e destaque o potencial de seus alunos e de sua instituição

. O que esperamos do conceito de avaliação – avaliação em larga escala X avaliação formativa
. Avaliação e uso dos resultados
. Avaliação e a prática de provas e conteúdos
. Avaliação e formação de professores
. Avaliação da qualidade do ensino
. Case de sucesso: a trajetória do Colégio Vértice para obtenção dos excelentes resultados no ENEM (desde 2005 tem sido classificado em 1º lugar na Capital e no Estado de São Paulo.)

MÓDULO VII - INOVAÇÃO ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS: COMO TRAZER RESULTADOS POSITIVOS PARA O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
. As tecnologias educacionais e os nativos digitais
. Como inserir gradativamente as ferramentas da web na sala de aula?
. Quais são os recursos mais utilizados e que trazem benefícios para o aluno e para o professor?
. De que forma utilizar as redes sociais a favor de tornar eficaz o aprendizado colaborativo?



MÓDULO VIII – FORTALECENDO A LIDERANÇA DO GESTOR EDUCACIONAL
Desenvolva as suas habilidades para transformar-se em um grande líder

. O gestor como facilitador de resultados: contexto organizacional e estilos de gestão
. Chefiar - o grande desafio
. Como aprimorar a liderança
. Motivação X movimento da equipe
. Sinergia nas equipes

MÓDULO IX - JURÍDICO
Conheça os aspectos legais e saiba como prevenir problemas em sua instituição
. Contexto atual da legislação trabalhista
. Aspectos preventivos na contratação de professores e auxiliares de administração escolar
. Como fazer a rescisão de contratos de trabalhos
. Aviso prévio: comunicação, duração, forma de lançamento, trabalhado e indenizado
. Verbas rescisórias
. Conheça as garantias de emprego e estabeleça ações de prevenção
. Executando as rescisões trabalhistas
. Convenções e acordos coletivos de trabalho
. Responsabilidade civil das instituições de ensino



MÓDULO X - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PRÁTICA
Pratique a estratégia em sua escola e esteja sempre à frente da concorrência
. Diagnóstico estratégico
. Estratégia – foco e posicionamento
. Objetivos estratégicos
. Indicadores e metas
. Planos de ação
. Implementação: foco e determinação



MÓDULO XI – GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA
Aprimore a gestão financeira de sua escola e obtenha excelentes resultados

. Os números fundamentais da gestão econômico-financeira
. O que é resultado econômico e resultado financeiro
. Principais componentes de custos e despesas
. O que é lucratividade e como apurá-la
. Ferramentas para a maximização da lucratividade
. Como apurar a rentabilidade e compreender seus principais componentes






PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
www.humus.com.br/eventos/gestao_escolar

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Google Search Education


Para ensinar estudantes e professores a fazer pesquisas mais qualificadas, o Google lançou no mês de maio o site Search Education. Ainda em inglês, o site possui vídeos e dicas que explicam a funcionalidade do portal, que é destinado, principalmente, a professores interessados em ensinar estratégias de pesquisa a seus alunos ou a usuários que querem otimizar suas buscas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ministério fecha acordo com escolas particulares



Acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares vai incentivar escolas a oferecerem alimentos com menos sódio, açúcar e gordura.

Escolas particulares de todo o país receberão orientações do Ministério da Saúde para oferecer alimentos mais saudáveis em suas cantinas. A medida tem início com a assinatura de acordo entre o ministério e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), que multiplicará, entre os estabelecimentos de ensino básico, fundamental e médio, as diretrizes do manual “Cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relevância da assinatura do acordo, que aconteceu durante evento em alusão ao Dia Mundial da Saúde, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília. “O hábito alimentar começa a se formar na infância e esse hábito não é formado apenas em casa. A escola tem papel fundamental nesta educação. Daí a importância na parceria entre o Ministério da Saúde e a Fenep”, disse o ministro. “Nosso esforço é para difundir os hábitos da alimentação saudável”, completou.

Fonte: Portal da Sapude.

O primeiro ano do ensino fundamental

No último ano para as escolas se adaptarem, especialistas, professores e diretores de escolas falam sobre os desafios e mudanças. 

Em 2006, o Brasil levou um susto com a lei federal que estipulou que crianças com 6 anos passariam a ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental. Não houve uma discussão, digamos, pública, e a maior parte dos envolvidos – pais e educadores – tiveram mais dúvidas do que certezas, por muito tempo. Pois em 2012 termina o prazo para que as escolas se adaptem à data de corte. De acordo com a medida, os alunos precisam ter 6 anos completos até o dia 31 de março.

Fonte: Revista Crescer.

A USP muda a pós-graduação

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu reestruturar o sistema próprio de avaliação de seus cursos de mestrado e doutorado, vigente há anos, adotando um modelo parecido com o que vem sendo usado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com cerca de 26,5 mil alunos de pós-graduação matriculados em seus dez campi, a maior universidade brasileira mantém 308 mestrados e 299 doutorados, e é responsável pela formação de 20% de todos os doutores do País.

Fonte: Estadão.

A utopia sufoca a educação de qualidade


"Se a diferença que mais impacta a qualidade de vida das pessoas é a de renda, e se a fonte principal de renda é o trabalho, então precisamos de um sistema educacional que coloque ricos e pobres em igualdade de condições para concorrer no mercado de trabalho"


Um dos males que assolam nossa educação é a esperança vã de pensadores e legisladores de que uma escola que mal consegue ensinar o básico resolva todos os problemas sociais e éticos do país. Eles criaram um sistema com um currículo imenso, sistemas de livros didáticos em que o objetivo até das disciplinas científicas é formar um cidadão consciente e tolerante. Responsabilizaram a escola pela formação de condutas que vão desde a preservação do meio ambiente até os cuidados com a saúde; instituíram cotas raciais e forçaram as escolas a receber alunos com necessidades especiais. A agenda maximalista seria uma maneira de sanar desigualdades e corrigir injustiças. O Brasil deveria questionar essa agenda.

Confira a matéria na integra.
Fonte: Veja on-line

Financiamento estudantil

Dilma destaca os 140 mil contratos firmados este ano



O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) registrou, somente este ano, 140 mil novos contratos. Hoje, no país, 500 mil estudantes cursam a educação superior com financiamento do Fies. Participam do programa 1.536 instituições de ensino superior particulares. O balanço foi apresentado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, 9 de abril, no programa Café com a Presidenta. “Isso significa que nós vamos atingir quase o mesmo número de contratos, em quatro meses, do que tudo que fizemos no ano passado”, comemorou Dilma.

O registro, histórico, reflete o aumento da procura pelo Fies. Em 2010, foram implementadas mudanças para facilitar a contratação do financiamento. Entre elas, o prazo de quitação, agora de três vezes o tempo de uso do benefício, acrescido de 12 meses, com 18 meses de carência após a formatura. No caso de um curso com duração de quatro anos, por exemplo, o estudante terá 14 anos e meio para pagar, com juros de 3,4% ao ano, e pode financiar 100% da mensalidade. Além disso, estudantes de licenciatura e de medicina que atuarem nas redes públicas de educação e saúde amortizam 1% da dívida consolidada a cada mês de trabalho.

Estão dispensados da exigência do fiador os estudantes com renda familiar mensal por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 933) matriculados em cursos de licenciatura e os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni). 

Assessoria de Comunicação Social

Confira o resumo das condições do Fies


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hábito de leitura cai no Brasil, revela pesquisa

Parcela de leitores passou de 55% para 50% da população entre 2007 e 2011. Até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar, houve redução


O brasileiro está lendo menos. É isso que revela a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011.
A redução da leitura foi medida até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar. Em 2011, crianças com idades entre 5 e 10 anos leram 5,4 livros, ante 6,9 registrados no levantamento de 2007. O mesmo ocorreu entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos (6,9 ante 8,5) e entre adolescente de 14 a 17 (5,9 ante 6,6 livros).
Para Marina Carvalho, supervisora da Fundação Educar DPaschoal, que trabalha com programas de incentivo à leitura, uma das razões para a queda no hábito de leitura entre o público infanto-juvenil é a falta de estímulos vindos da família. “Se em casa as crianças não encontram pais leitores, reforça-se a ideia de que ler é uma obrigação escolar. Se existe uma queda no número de leitores adultos, isso se reflete no público infantil”, diz a especialista. “As crianças precisam estar expostas aos livros antes mesmo de aprender a ler. Assim, elas criam uma relação afetuosa com as publicações e encontram uma atividade que lhes dá prazer.”
O levantamento reforça um traço já conhecido entre os brasileiros: o vínculo entre leitura e escolaridade. Entre os entrevistados que estudam, o percentual de leitores é três vezes superior ao de não leitores (48% vs. 16%). Já entre aqueles que não estão na escola, a parcela de não leitores é cerca de 50% superior ao de leitores: 84% vs. 52%.
Outro indicador revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais apreciada no tempo livre; quatro anos depois, o hábito caiu para sétimo lugar. Antes, 36% declaravam enxergar a leitura como forma de lazer, parcela reduzida a 28%.
À frente dos livros, apareceram na sondagem assistir à TV (85% em 2011 vs. 77% em 2007), escutar música ou rádio (52% vs. 54%), descansar (51% vs. 50%), reunir-se com amigos e família (44% vs. 31%), assistir a vídeos/filmes em DVD (38% vs. 29%) e sair com amigos (34% vs. 33%). "No século XXI, o livro disputa o interesse dos cidadãos com uma série de entretenimentos que podem parecer mais sedutores. Ou despertamos o interesse pela leitura, ou perderemos a batalha", diz Christine Castilho Fontelles, diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, que há 13 anos promove ações de incentivo a leitura.
Um levantamento recente do Ecofuturo revelou a influência das bibliotecas sobre os potenciais leitores. De acordo com o levantamento, estudantes de escolas próximas a bibliotecas comunitárias obtêm desempenho superior ao de alunos que frequentam regiões sem biblioteca. Nesses casos, o índice de aprovação chega a ser 156% superior, e a taxa de abandono cai até 46%. "Ainda temos uma desafio grande a ser enfrentado, já que grande parte das escolas da rede pública não contam com biblioteca." Uma lei aprovada em 2010 obriga todas as escolas a ter uma biblioteca até 2020. Na época, o movimento independente Todos Pela Educação estimou que, para cumprir com a exigência, o país teria de erguer 24 bibliotecas por dia.
A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil foi realizada entre 11 de junho e 3 de julho de 2011 e ouviu 5.012 pessoas, com idade superior a 5 anos de idade, em 315 municípios. A margem de erro é de 1,4 ponto percentual.

Práticas de leitura e escrita nos anos iniciais de escolarização