Escolas regulares fazem índios 'desaprenderem' sua cultura
Por Coletivo Oca Digital
Especial para Caros Amigos
A roda de conversa sobre Educação Indígena e Educação Escolar Indígena, na tarde de sexta-feira (28), no IV Seminário Internacional de História e Cultura Indígena Caboclo Índio Marcelino, na Aldeia Itapuã (Olivença, Sul da Bahia) foi marcada pela exigência de ensino diferenciado em escolas indígenas. Os educadores também exigiram o cumprimento da lei 11.465/03, que estabelece a inclusão da temática da história indígenas nas redes de ensino.
A professora de história Circe Bittencourt, aposentada da Universidade de São Paulo (USP), atualmente na PUC-SP, destacou que “ninguém melhor que escrever a história indígena que os próprios indígenas”. Circe começou a trabalhar com a questão indígena no começo da década de 1990, com os Terena, de Mato Grosso do Sul.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Dilma sanciona lei que prevê a construção de 6 mil escolas
Desde o lançamento do programa Brasil Carinhoso, em maio deste ano, o governo federal já retirou 2,8 milhões de crianças de até seis anos de idade da extrema pobreza. O resultado foi apresentado durante cerimônia de sanção da lei que institui o programa, nesta quarta-feira, 3, no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Entre as medidas propostas está a ampliação do acesso das crianças à creche e pré-escola.
“O Brasil dá um passo refinando cada vez mais a sua política social”, afirmou a presidenta da República, Dilma Rousseff. “Se em cinco meses nós conseguimos esses resultados, iremos daqui para a frente acelerar a melhoria da situação daquela parcela mais vulnerável da população brasileira.”
Criado pela Medida Provisória nº 570, de 14 de maio último, agora convertida em lei, o Brasil Carinhoso, que integra o Plano Brasil sem Miséria, é um conjunto de ações destinadas à assistência a famílias que têm crianças até seis anos de idade, por meio da melhoria da renda, da educação e da saúde. Até 2014, devem ser construídas 6 mil escolas de educação infantil para atender crianças até cinco anos de idade. Serão destinados recursos ainda para a aquisição de equipamentos e mobiliário.
De acordo com a nova lei, o programa Bolsa-Família será ampliado para garantir a famílias que tenham pelo menos uma criança com até seis anos renda mínima por pessoa superior a R$ 70 mensais. Além disso, o Brasil Carinhoso prevê a antecipação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) a municípios para obras de novas escolas e unidades de educação infantil.
As creches públicas ou conveniadas que tenham crianças atendidas pela Bolsa-Família contarão ainda com ampliação de 50% no repasse de recursos federais. A merenda escolar também terá investimento reforçado, com aumento de 66% no valor repassado por criança matriculada em creches públicas e conveniadas.
Fonte
“O Brasil dá um passo refinando cada vez mais a sua política social”, afirmou a presidenta da República, Dilma Rousseff. “Se em cinco meses nós conseguimos esses resultados, iremos daqui para a frente acelerar a melhoria da situação daquela parcela mais vulnerável da população brasileira.”
Criado pela Medida Provisória nº 570, de 14 de maio último, agora convertida em lei, o Brasil Carinhoso, que integra o Plano Brasil sem Miséria, é um conjunto de ações destinadas à assistência a famílias que têm crianças até seis anos de idade, por meio da melhoria da renda, da educação e da saúde. Até 2014, devem ser construídas 6 mil escolas de educação infantil para atender crianças até cinco anos de idade. Serão destinados recursos ainda para a aquisição de equipamentos e mobiliário.
De acordo com a nova lei, o programa Bolsa-Família será ampliado para garantir a famílias que tenham pelo menos uma criança com até seis anos renda mínima por pessoa superior a R$ 70 mensais. Além disso, o Brasil Carinhoso prevê a antecipação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) a municípios para obras de novas escolas e unidades de educação infantil.
As creches públicas ou conveniadas que tenham crianças atendidas pela Bolsa-Família contarão ainda com ampliação de 50% no repasse de recursos federais. A merenda escolar também terá investimento reforçado, com aumento de 66% no valor repassado por criança matriculada em creches públicas e conveniadas.
Fonte
terça-feira, 22 de maio de 2012
Plataforma criada por ex-aluno do ITA libera 700 vídeos de matemática
Voltadas para alunos dos ensinos fundamental e médio, aulas são divididas por temas
Primeiro, Salman Khan revolucionou o ensino com suas aulas no
Youtube. Depois, o MIT se uniu ao seu ex-aluno ilustre para também
produzir vídeos educativos curtos voltados para melhorar a educação
básica dos EUA. Agora, é a vez Brasil aderir ao movimento de olho na
melhoria do ensino. A startup QMágico lança nesta sexta-feira, 18, na
Feira Educar Educador, sua plataforma com 700 vídeos de matemática
gratuitos, que têm entre 7 e 12 minutos de duração, endereçados a alunos
dos ensinos fundamental e médio.
O site http://www.qmagico.com.br/ foi
idealizado pelo cearense Thiago Feijão, 22, aluno de engenharia
mecânica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A ideia nasceu,
conta o jovem, quando ele dava aulas para população de baixa renda em
três ONGs, duas delas criadas por ele mesmo, em São José dos Campos.
"Quando eu entrei no ITA, em 2008, eu decidi trabalhar com educação para
fazer com que outras pessoas pudessem ter a oportunidade que eu tive",
diz Feijão, que ficava incomodado por não conseguir atender nem de longe
a todos os estudantes que queriam assistir às aulas que as organizações
ofereciam.
"Eu me perguntava: como eu faço uma coisa que seja escalável e
sustentável financeiramente? Como replicar o que a gente faz aqui [ONGs]
para o Brasil inteiro? Aí surgiu o QMágico", diz. O click veio em um
sábado, em março do ano passado, e já na quinta-feira seguinte, ele e
alguns colegas disponibilizaram uma primeira versão, bem simples, para
as ONGs. "Vimos que os professores gostavam e que os alunos gostavam,
então resolvemos expandir."
De março para cá a plataforma foi sendo aperfeiçoada e, a partir de
hoje, os vídeos de matemática ficarão disponíveis para os alunos. Pelo
site, será possível assistir a vídeos escolhendo por série, do primeiro
ano do ensino fundamental ao pré-vestibular, ou por tema - geometria,
álgebra, funções e análises combinatórias, por exemplo. As imagens
mostram sempre uma lousa ou um caderno sendo preenchido com conteúdo
enquanto uma voz ao fundo dá explicações. Também estão disponíveis
exercícios e testes sobre os temas oferecidos.
Os donos das vozes são, na maioria das vezes, estudantes das melhores
universidades do país que receberam bolsa para ensinar determinado
assunto a crianças e jovens ou professores das ONGs lideradas por
Feijão. "Nós convidamos para fazer os vídeos e ensinamos o padrão. Temos
um cronograma de desenvolvimento e já oferecemos toda a matemática de
ensino básico bem estruturada, então o professor consegue encaixar os
vídeos no currículo", afirma o estudante, que prepara a oferta de vídeos
de língua portuguesa e física.
A sustentabilidade financeira do QMágico ocorre por meio da oferta de
outros dois tipos de serviço, que são vendidos para escolas, redes de
ensino e governos. O primeiro é uma plataforma de aprendizagem virtual,
em que as instituições de ensino podem inserir seus conteúdos, propor
atividades on-line, fazer avaliações de alunos, além de acompanhar o
desenvolvimento dos alunos e professores de maneira individualizada.
O segundo serviço é um pacote de treinamento para professores e
instituições com orientações para o uso das tecnologias em sala de aula -
a adaptação ao blended learning, essa utilização casada de atividades
virtuais e reais que tanto preocupa educadores mundo afora. Segundo
Feijão, um dos métodos que o QMágico aplica nesses treinamentos é
conhecido por rotation lab, quando a turma é dividida em três grupos,
ficando os alunos do primeiro terço mexendo no computador, os do segundo
fazendo exercícios e os do terceiro com o professor, que já viu o que
os alunos fizeram no ambiente on-line e dá explicações específicas e
tira dúvidas.
terça-feira, 10 de abril de 2012
O primeiro ano do ensino fundamental
No último ano para as escolas se adaptarem, especialistas, professores e diretores de escolas falam sobre os desafios e mudanças.
Em 2006, o Brasil levou um susto com a lei federal que estipulou que crianças com 6 anos passariam a ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental. Não houve uma discussão, digamos, pública, e a maior parte dos envolvidos – pais e educadores – tiveram mais dúvidas do que certezas, por muito tempo. Pois em 2012 termina o prazo para que as escolas se adaptem à data de corte. De acordo com a medida, os alunos precisam ter 6 anos completos até o dia 31 de março.
Fonte: Revista Crescer.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Música nas Escolas
Didática, pedagogia e cultura
Neste ano de 2012, junto com o início do período letivo, as escolas, públicas e particulares, deverão trazer em sua grade de matérias um espaço para a educação musical. Espera-se que isso ocorra em vista da lei nº 11.769/2008 que torna a educação musical obrigatória em todas as escolas, sendo o ano de 2011 o último do prazo para adequação. A sanção dessa lei é um grande passo em um antigo debate: até onde a educação musical pode ajudar na educação formal?
De acordo com a professora Alicia Maria Medeiros, a música tem uma presença constante na vida da maior parte dos indivíduos: “A música faz parte da vida de todo ser humano. Antes mesmo de seu nascimento e, acompanhando-o por toda a vida, a música está presente nos mais variados momentos do ser humano”. A simples exposição de uma criança à música já pode fazer grande diferença em várias etapas do seu desenvolvimento como a comunicação, a audição e até mesmo na percepção de suas emoções....
Leia a matéria completa em http://biblioo.com.br/musica-e-educacao/
quarta-feira, 15 de junho de 2011
BULLYING NAS ESCOLAS
Senado aprova projeto que combate bullying nas escolas
Instituições de ensino podem ser obrigadas a adotar estratégias de prevenção e combate
Eduardo Bresciani
A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira, 14, um projeto que obriga as escolas a prevenirem e combaterem o bullying. Como tem caráter terminativo, o projeto segue direto para a Câmara, salvo se for feito um recurso de pelo menos 10% dos senadores para votação em plenário.
A proposta é incluir na Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB) entre as obrigações dos estabelecimentos de ensino "promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão recorrentes entre os integrantes da comunidade escolar, conhecidas como bullying".
O autor do projeto, Gim Argello (PTB-DF), destaca que a intenção é evitar que as crianças sejam vítimas desse tipo de ação. "Os efeitos do bullying são deletérios, causando enorme sofrimento às vítimas. Isso é ainda mais grave quando se trata de bullying nas escolas, por afetar indivíduos de tenra idade, cuja personalidade e sociabilidade estão em desenvolvimento".
O relator, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), enfatizou ser o objetivo da proposta envolver diretamente as escolas na discussão, para que o tema não seja tratado apenas como um problema entre o autor e a vítima. Ele destaca que cabe a cada escola definir de que forma vai enfrentar o tema, mas sugere medidas como capacitação dos profissionais da educação, interação com os pais, articulação com responsáveis pela segurança pública e conscientização dos alunos. Fonte: O Estadão - on line / Educação
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vida - Saúde
Prefeitura de SP pode suspender aulas caso umidade do ar atinja os 12% | ||||||||||
O plano de contingência para situações de baixa umidade da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) de São Paulo prevê que, caso a umidade relativa do ar fique abaixo de 12% --estado de alerta máximo--, a prefeitura pode suspender atividades em locais com aglomeração de pessoas, como em escolas, creches e shows.
Enquanto durar o estado de alerta, a Defesa Civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e as 17h, não pratique exercícios das 11h às 15h e aconselha a ingestão de bastante líquidos para evitar desidratação.
Para evitar ou minimizar os problemas, a Secretaria de Estado da Saúde indica alguns cuidados importantes.
As crianças e os idosos precisam de atenção especial, pois são os mais afetados pela baixa umidade do ar.
O acúmulo de poeira pode desencadear problemas alérgicos, por isso é importante manter a higiene doméstica. Dormir em local arejado e umedecido ajuda a ter uma noite de sono tranquila. Os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água ou umidificadores.
Para aliviar irritação das vias aéreas e dos olhos, eles podem ser lavados com soro fisiológico.
A pele também merece atenção especial. Banhos com água muito quente provocam ressecamento --o uso de hidratante ajuda a manter a pele saudável.
Fonte: Folha.com / Saber - acesso em 26/08/2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Educação - Concursos
Concurso para mais de três mil vagas em creches
POR RICARDO ALBUQUERQUEA Prefeitura do Rio prepara pacotão para reforçar o quadro de funcionários nas creches. Já está na Câmara dos Vereadores projeto de lei que cria 3.356 cargos de professor de Educação Infantil, aberto para quem tem o diploma de normalista, e libera a convocação de 3.682 auxiliares de creche, aprovados na seleção de 2007. O salário dos professores vai variar entre R$ 1.025,22 e R$ 1.297,24 por 22 horas e 30 minutos semanais. O valor varia conforme o tempo de experiência em escolas. Antes dessa seleção, outra saíra do forno: foi publicado ontem edital para 100 vagas de Agente Educador II (inspetores escolares). O salário é de R$ 560,27 por 40 horas semanais, com vale-transporte e bônus de R$ 84,04. Exige-se Ensino Fundamental completo. As inscrições vão de terça-feira da semana que vem a 13 de setembro. As provas serão de Português, Matemática e Estatuto da Criança e do Adolescente.
Mais informações em http://concursos.rio.rj.gov.br
Fonte: O Dia
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Escolas lançam revistas especializadas para pais e alunos
Além de informar as famílias, publicações reforçam os laços e ainda servem como forma de marketing.
O cotidiano da escola transformado em páginas ilustradas e cheias de informação. Cada vez mais os estabelecimentos de ensino particulares investem na criação de revistas especializadas em educação, que têm como público-alvo os alunos e pais.As pautas das revistas escolares normalmente são definidas em reuniões com a diretoria da instituição - em alguns colégios, também há a participação dos pais e dos alunos na definição dos conteúdos. Os assuntos mais comuns das publicações, além do cotidiano da escola, são os eventos culturais, entrevistas com ex-alunos e reportagens que tratam de educação e carreira - inclusive abordando profissionais bem-sucedidos e ex-alunos. As escolas também abrem espaço para relatos dos alunos, em textos autorais: “Os pais gostam de ler artigos dos filhos” (F.T. - Pio XII). As escolas admitem que as revistas também servem como estratégia de marketing, já que, como a circulação é livre, é fácil um exemplar cair nas mãos de algum pai interessado em matricular o filho.
Fonte: Estadão - acesso em 18/08/2010
RS sanciona lei para combater o bullying nas escolas
O objetivo é reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições de ensino
O estado do Rio Grande do Sul sancionou uma lei que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas do ensino básico e de educação infantil, privadas ou públicas. A lei foi publicada na terça-feira no Diária Oficial do Estado.
O objetivo do governo local é reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições de ensino. De acordo com a publicação, a lei também servirá para orientar as vítimas e seus familiares, com apoio técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima do agredido e minimizar os eventuais prejuízos em seu desempenho escolar.
Será considerado bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar ou humilhar.
Fonte: Com Agência Estado
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Senado aprova obrigatoriedade de nível superior para professores da educação básica
GABRIELA GUERREIRO
O Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que torna obrigatório o diploma de nível superior para professores da educação básica --que inclui a educação infantil e o ensino fundamental. Atualmente, a exigência ocorre apenas para docentes do ensino médio.O projeto estabelece que os professores que têm licenciatura em magistério, sem curso superior, poderão ministrar aulas somente na educação infantil (creches e pré-escolas) e nas cinco primeiras séries do ensino fundamental. Os professores com formação em magistério vão ter o prazo de seis anos para graduarem-se no nível superior. Do contrário, eles ficarão inabilitados para prosseguir no exercício do magistério no ensino fundamental.O texto segue para nova votação na Câmara já que o texto aprovado pelos deputados sofreu mudanças durante sua tramitação no Senado.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Resultados Reais em Educação
Como trabalhar com projetos didáticos na alfabetização
Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br), de Itápolis, SP
Para ensinar a ler e escrever, é preciso elaborar projetos didáticos que realmente estimulem os alunos a refletir sobre a escrita e a leitura. Produtos finais belíssimos necessariamente não sinalizam projetos escolares bem-sucedidos. Mais do que ficar contentes e orgulhosas do que fizeram, as crianças têm de alcançar os objetivos traçados pelo educador. Ele, por sua vez, tem de saber defini-los com clareza, priorizando a aprendizagem de todos e não só uma boa apresentação para a família e a comunidade. Nas turmas de alfabetização, uma das prioridades é ensinar a ler e escrever convencionalmente e de modo relacionado às práticas sociais, certo? Então, o foco principal de qualquer projeto precisa ser, obrigatoriamente, a análise e a reflexão sobre o sistema de escrita e a aquisição da linguagem usada para escrever. Aliás, trabalhar seguindo os parâmetros dessa modalidade organizativa contribui e muito para que a turma avance. Isso porque, ao definir um tema, o professor assegura o contato dos alunos com determinado grupo de palavras por um tempo. Isso permite criar a familiaridade com os termos e explorá-los bastante com o objetivo de construir novos saberes. Quanto maior a proximidade do estudante com o campo semântico trabalhado e a quantidade de informações adquiridas no contato com outras palavras, mais claras serão as chances de ele analisar as palavras e antecipar o que está escrito. No caso de um projeto sobre princesas, por exemplo, há a certeza de que vocábulos desse universo - como princesa, bruxa e castelo - serão recorrentes, assim como o gênero que costuma ser usado para apresentá-lo: o conto. Além do mais, articular propostas de leitura e escrita em um projeto cria muitas oportunidades para o grupo se vincular de maneira pessoal e compartilhada com fontes informativas (leia o projeto didático).
Fonte: Revista Nova Escola, edição 232, maio 2010 - acesso em 14/06/2010
Mundial de Futebol e Rotina Escolar
Jogos da Seleção alteram rotina escolar no Rio
Rio - A torcida pelo Brasil nos jogos da Copa do Mundo está se transformando em motivo de preocupação para alguns pais com filhos em idade escolar. Tudo porque muitas escolas vão alterar o horário das aulas nos dias em que a Seleção Canarinho entrar em campo, na África do Sul. Com isso, a rotina de pais e responsáveis também promete mudar.
Para evitar que pais com filhos em horário integral sejam prejudicados, algumas escolas (...) encontraram outra maneira de manter os alunos em sala: os estudantes vão assistir às partidas no próprio colégio. Mas alunos que estudam em turnos serão liberados.
Já as escolas da rede municipal de ensino, de acordo com decreto publicado no Diário Oficial da última quarta-feira, só funcionarão até as 12h, no próximo dia 15. Para os alunos do turno da tarde, as aulas serão suspensas.
Apesar das mudanças na rotina, os personagens principais de toda essa história não parecem preocupados com todas as mudanças causadas pelo Mundial de Futebol. (...) o importante é que o Brasil chegue às finais e volte com a Taça de campeão do mundo.
Fonte: O Dia
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ensino da letra cursiva para crianças em alfabetização divide a opinião de educadores
HÉLIO SCHWARTSMAN
articulista da Folha
Deve-se ou não exigir que as crianças escrevam com letra cursiva? A questão, que divide educadores e semeia insegurança entre pais, está --ao lado da pergunta sobre o ensino da tabuada-- entre as mais ouvidas pela consultora em educação e pesquisadora em neurociência Elvira Souza Lima. A resposta, porém, não é trivial.
Quatro ou cinco décadas atrás, a dúvida seria inconcebível. Escrever à mão era só em cursiva e, para garantir que a letra fosse legível, os alunos eram obrigados desde cedo a passar horas e horas debruçados sobre os cadernos de caligrafia.
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
A profesora Silvana D'Ambrosio, do colégio Sion, na cidade de São Paulo, ajuda o aluno Mateus Yoona fazer letra cursiva |
Veio, contudo, a pedagogia moderna, em grande parte inspirada no construtivismo de Piaget, e as coisas começaram a mudar. O que importava era que o aluno descobrisse por si próprio os caminhos para a alfabetização e a escrita proficiente. Primeiro os professores deixaram de cobrar aquele desenho perfeito. Alguns até toleravam que o aluno levantasse o lápis no meio do traçado. Depois os cadernos de caligrafia foram caindo em desuso até quase desaparecer.
O segundo golpe contra a cursiva veio na forma de tecnologia. A disseminação dos computadores contribuiu para que a letra de imprensa, já preponderante, avançasse ainda mais. Manuscrever foi-se tornando um ato cada vez mais raro.
No que parece ser o mais perto de um consenso a que é possível chegar, hoje a maior parte das escolas do Brasil inicia o processo de alfabetização usando apenas a letra de forma, também chamada de bastão.
Tal preferência, como explica Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG, tem razões de desenvolvimento cognitivo, linguístico: "No momento em que a criança está descobrindo as letras e suas correspondências com fonemas, é importante que cada letra mantenha sua individualidade, o que não acontece com a escrita "emendada' que é a cursiva; daí o uso exclusivo da letra de imprensa, cujos traços são mais fáceis para a criança grafar, na fase em que ainda está desenvolvendo suas habilidades motoras".
O que os críticos da cursiva se perguntam é: se essa tipologia é cada vez menos usada e exige um boa dose de esforço para ser assimilada, por que perder tempo com ela? Por que não ensinar as crianças apenas a reconhecê-la e deixar que escrevam como preferirem? Essa é a posição do linguista Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná, para quem a cursiva se mantém "por pura tradição". "E você sabe que a escola é cheia de mil regras sem qualquer sentido", acrescenta.
A pedagoga Juliana Storino, que coordena um bem-sucedido programa de alfabetização em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, é ainda mais radical: "Acho que ela [a cursiva] é uma das responsáveis pelo analfabetismo em nosso país. As crianças além de decodificar o código da língua escrita (relação fonema/ grafema) têm também de desenvolver habilidades motoras específicas para "bordar' as letras. O tempo perdido tanto pelo aluno, como pelo professor com essa prática, aliada ao cansaço muscular, desmotivam o aluno a aprender a ler e muitas vezes emperram o processo".
Esse diagnóstico, entretanto, está longe de unânime. O educador João Batista Oliveira, especialista em alfabetização, diz que a prática da caligrafia é importante para tornar a escrita mais fluente, o que é essencial para o aluno escrever "em tempo real" e, assim, acompanhar a escola. E por que letra cursiva? "Jabuti não sobe em árvore: é a forma que a humanidade encontrou, ao longo do tempo, de aperfeiçoar essa arte", diz.
Magda Soares acrescenta que a demanda pela cursiva frequentemente parte das próprias crianças, que se mostram ansiosas para começar a escrever com esse tipo de letra. "Penso que isso se deve ao fato de que veem os adultos escrevendo com letra cursiva, nos usos quotidianos, e não com letras de imprensa".
Para Elvira Souza Lima, que prefere não tomar partido na controvérsia, "os processos de desenvolvimento na infância criam a possibilidade da escrita cursiva". A pesquisadora explica que crianças desenhando formas geométricas, curvas e ângulos são um sério candidato a universal humano. Recrutar essa predisposição inata para ensinar a cursiva não constitui, na maioria dos casos, um problema. Trata-se antes de uma opção pedagógica e cultural.
Souza Lima, entretanto, lança dois alertas. O tempo dedicado a tarefas complementares como a cópia de textos e exercícios de caligrafia não deve exceder 15% da carga horária. No Brasil, frequentemente, elas ocupam bem mais do que isso.
Ainda mais importante, não se deve antecipar o processo de ensino da escrita. Se se exigir da criança que comece a escrever antes de ela ter a maturidade cognitiva e motora necessárias (que costumam surgir em torno dos sete anos) o resultado tende a ser frustração, o que pode comprometer o sucesso escolar no futuro.
O que a ciência tem a dizer sobre isso? Embora o processo de alfabetização venha recebendo grande atenção da neurociência, estudos sobre a escrita são bem mais raros, de modo que não há evidências suficientes seja para decretar a morte da cursiva, seja para clamar por sua sobrevida.
Há neurocientistas, como o canadense Norman Doidge, que sustentam que a escrita cursiva, por exigir maior esforço de integração entre áreas simbólicas e motoras do cérebro, é mais eficiente do que a letra de forma para ajudar a criança a adquirir fluência.
Outra corrente de pesquisadores, entretanto, afirma que, se a cursiva desaparecer, as habilidades cognitivas específicas serão substituídas por novas, sem maiores traumas.
Fonte: Folha de São Paulo / Educação
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Renda familiar e o acesso à educação
Estudo mostra que renda familiar tem influência direta no acesso de crianças à educação
RIO - A renda familiar tem influência direta no acesso da criança à escola. Em 2008, 90,4% das crianças e dos jovens entre 4 e 17 anos estavam na escola no Brasil. Entretanto, esse número é menor nas famílias de baixa renda. Entre aquelas que se declaram sem rendimento, ou seja, que sobrevivem de serviços temporários ou doações, a taxa de atendimento é de 81%. Já entre as famílias com renda mensal de cinco salários mínimos ou mais, 97% da população nessa faixa etária frequentam a escola.
A análise consta de relatório do Movimento Todos pela Educação, que reúne representantes da sociedade civil organizada e da iniciativa privada, educadores e gestores públicos de educação. A entidade monitora indicadores educacionais de acesso e qualidade a partir de cinco metas que devem ser atingidas até o bicentenário da Independência, em 2022: ampliação e melhoria da gestão dos investimentos em educação, garantia de que todas as crianças e jovens estejam na escola, sejam alfabetizados até os 8 anos, aprendam o que é adequado para a sua série e concluam cada etapa do ensino na idade correta.
O relatório divulgado nesta quarta-feira analisa a taxa de atendimento da população de 4 a 17 anos, além dos percentuais de conclusão do ensino fundamental e médio entre os jovens. Segundo o relatório, o país não conseguiu atingir a meta de acesso para 2008 que previa que 91,9% da população nessa faixa etária estivesse na escola. O percentual verificado foi de 90,4%. Para 2022, a meta é chegar a 98%. Entre os estados, só a Bahia conseguiu superar a meta estabelecida para o ano passado, atingindo o percentual de 92,5% de crianças e jovens na escola.
O presidente executivo do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, destaca que a aprovação em 2009 da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o ensino médio (dos 15 aos 17 anos) e a pré-escola (dos 4 aos 5 anos) como etapas obrigatórias deve aumentar os números nos próximos anos. O atendimento escolar entre 7 e 14 anos, faixa etária para a qual hoje o ensino é obrigatório, já foi universalizado.
- Se por um lado conseguimos universalizar a matrícula de 7 a 14 anos, na pré-escola ainda é preciso fazer um grande esforço: ainda temos 15% de crianças não atendidas e essa é uma etapa muito importante para a qualidade da educação básica - afirma.
Além da renda, o local em que a criança mora e outros fatores influenciam o acesso ao ensino. Segundo o relatório, "o fato de a família residir em uma zona urbana aumenta em 3% a probabilidade de seus filhos estarem matriculados na escola". Se o pai está empregado, a chance de o filho ter atendimento escolar aumenta em 5,4%.
- É preciso garantir uma atenção maior em termos de politica pública para essa população, um olhar diferenciado para essa criança - destaca Mozart Neves Ramos.
Fonte: Globo online Educação em 11/12/2009.
Publicada em 09/12/2009 - O Globo, com Agência Brasil
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Experiências inovadoras de inclusão na escola serão premiadas em 2010
Foi lançado nesta quarta-feira, 11, em Brasília, o Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas – A Escola Aprendendo com as Diferenças. O propósito é o de difundir experiências escolares inovadoras na inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades-superdotação nas classes comuns do ensino regular.
“Mais humanidade significa mais inclusão”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a solenidade de lançamento do prêmio. O ministro acredita que o Brasil tenha encontrado um rumo promissor na educação inclusiva. “As políticas públicas são o desdobramento natural da mudança de mentalidade da sociedade a favor do convívio com as diferenças”, afirmou.
De acordo com a secretária de educação especial do Ministério da Educação, Cláudia Dutra, a intenção do prêmio é impulsionar todas as escolas públicas a elaborarem propostas de educação inclusiva. “A exclusão ocorre por falta de acessibilidade e porque, muitas vezes, não há mudanças nas práticas pedagógicas e nas atitudes da comunidade escolar”, relatou.
O prêmio vai contemplar cinco experiências, uma de cada região do país, desenvolvidas por diretores, professores, pais ou alunos. Haverá, ainda, menção honrosa para trabalhos na educação infantil. As experiências devem ter sido iniciadas em 2008 ou 2009 e estar em curso em 2010.
Cada escola deve concorrer com apenas um trabalho. As inscrições serão abertas na segunda-feira, dia 16, e se estenderão até 12 de março de 2010. Devem ser feitas pela internet ou pelos Correios. A análise das experiências vai até 30 de abril de 2010. A cerimônia de premiação está prevista para o 6º Seminário Nacional do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que será realizado em maio do próximo ano. Entre os critérios de avaliação e seleção das experiências estão a promoção de acessibilidade na escola, o trabalho colaborativo e a participação da família e da comunidade. A comissão julgadora será composta por dez especialistas em educação.
As escolas receberão como prêmio R$ 8 mil, um diploma, intercâmbio para conhecer outra experiência premiada e publicação do trabalho. A iniciativa do prêmio é da Secretaria de Educação Especial (Seesp) do MEC e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) e tem o apoio da Fundação Mapfre, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Letícia Tancred
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Dislexia: Uma Doença da Classe Média
A dispedagogia, isto é, o desconhecimento por parte dos professores, pais e gestores educacionais, do que é a dislexia e suas mazelas na vida das crianças e dos adultos também só piora a aprendizagem da leitura de seus alunos
Estima-se que, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm algum tipo de necessidade especial. As necessidades especiais podem ser de vários tipos: mental, auditiva, visual, físico, conduta ou deficiências múltiplas. Deste universo, acredita-se que, pelo menos, noventa por cento das crianças, na educação básica, sofram com algum tipo de dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Entre elas, a dislexia é a de maior incidência e merece toda atenção por parte dos gestores de política educacional, especialmente a de educação especial. A dislexia é a incapacidade parcial de a criança ler compreendendo o que se lê, apesar da inteligência normal, audição ou visão normais e de serem oriundas de lares adequados, isto é, que não passem privação de ordem doméstica ou cultural.
Trecho retirado do texto de Vicente Martins
Postado por: Else Marie Vergara
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
PL para inserção de psicólogos e assistentes sociais nas escolas ainda não foi votado
Ainda não foi apreciado pelo Plenário do Senado Federal o Projeto de Lei (PLC 60/2007), que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de assistência social nas escolas públicas de educação básica. Não há previsão de nova data para votação, por isso a campanha continua sendo importante. O PL recebe o apoio do Conselho Federal de Psicologia, de diversas entidades da Psicologia e do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) por abrir possibilidade efetiva de estes profissionais contribuírem para o sistema educacional do país. As organizações estão mobilizadas pela aprovação do relatório do senador Mozarildo Cavalcanti, construída em parceria com o senador Flávio Arns, relator da proposição na Comissão de Assuntos Sociais, que compreendeu a relevância do psicólogo e do assistente social como profissionais parceiros dos gestores, professores, outros trabalhadores e membros da comunidade escolar, que trabalharão na implantação de projetos pedagógicos que promovam a inclusão social, a consolidação de escolas democráticas, bem como na melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem e na mediação das relações sociais e institucionais. Assim, o CFP convoca todos os psicólogos, estudantes e demais cidadãos interessados a insistir com os senadores na aprovação do PLC na forma do substitutivo proposto pelos senadores Flávio Arns e Mozarildo Cavalcanti. Clique aqui e envie seu manifesto.
Fonte: www.pol.org.br
Postado por: Else Marie Vergara
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Migração para software livre provoca descobertas na escola
Por Rafania Almeida Liberdade de criação, modificação, distribuição, e estudo e execução. Esse é o conceito do software livre (SL), criado na década de 1980 pelo pesquisador Richard Stallman, com o intuito de construir uma rede colaborativa para o desenvolvimento desse tipo de programa tecnológico. Se antes era visto com preconceito, hoje o software livre está difundido em diversas áreas, especialmente na educação. Foi o que percebeu a professora Vanessa Nogueira. Em uma escola de ensino fundamental da periferia de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, ela promoveu a migração de software proprietário para software livre na instituição e descobriu um “um novo universo para se trabalhar com educação”. No início, Vanessa, professora de informática, queria conhecer o software livre, tão comentado pelos amigos, apenas por curiosidade. “Quando resolvi testar, ver as possibilidades, vantagens e desvantagens, comecei a ler sobre o assunto e descobri que a escolha pelo uso de software livre vai além da aparência”, diz. Pouco tempo depois de iniciar o trabalho com a nova ferramenta ela descobriu que o SL estava diretamente relacionado com a educação, no sentido de trabalhar com autonomia, cidadania e criatividade tanto com alunos quanto com professores. Ela decidiu então realizar a migração no Colégio Marista, onde trabalhava, com um grande trabalho de conscientização. “Passei a acreditar que só podemos efetivar uma gestão escolar democrática se ela for mediada por tecnologias livres. Uma mudança implica desafios, colaboração, participação e comprometimento dos envolvidos no processo”, afirma. Ela se dedicou a promover debates, vídeos tutoriais, grupos de discussão para explicar os motivos da mudança. Vanessa ainda organizou trabalhos com os professores do colégio com softwares livres dentro do sistema proprietário, para que todos se acostumassem com as novas ferramentas. “Só depois trocamos definitivamente, para ninguém estranhar ou reclamar”, conta. Com as possibilidades descobertas no software livre, Vanessa aprendeu a promover uma série de atividades pedagógicas. “Colocamos o laboratório interagindo com a sala de aula. Os alunos agora têm um blog deles, onde discutem e colocam suas histórias, como as que criam na hora do conto. As tecnologias livres devem estar integradas ao contexto escolar, no planejamento, no trabalho da sala de aula, na biblioteca escolar”, considera. Para ela, essas estratégias só se tornaram possíveis devido a liberdade de trabalho e mudanças proporcionadas pelo uso das tecnologias livres. “Além de contribuir para a comunidade, de apoiar uma cultura de liberdade ao conhecimento, temos softwares estáveis, seguros, sem a ameaça de vírus”, defende a tecnologia livre. Ela afirma que a aceitação foi “excelente” entre professores e alunos e que os pais passaram a fazer parte do processo. “Os estudantes tiveram a oportunidade de mostrar novas descobertas aos pais, ampliando a rede de conhecimento, e hoje muitos usam em suas casas”, diz. Com quase três décadas de sua criação, o software livre só ganhou impulso no Brasil em meados de 2005, quando seu uso começou a ser incentivado pelo Governo Federal. Apesar de livre, ele não é gratuito, mas pode ser copiado e modificado livremente. O baixo custo é apontado como uma das maiores vantagens do SL. O Ministério da Educação (MEC) incentiva o uso de tecnologias livres na educação por meio do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo), com a distribuição do Linux Educacional, instalado nos equipamentos distribuídos para a rede urbana e rural. O estado que mais vem estimulando e desenvolvendo o uso dessa tecnologia na área da educação é o Rio Grande do Sul, sendo que, em Porto Alegre existe uma rede em sistema de software livre para escolas públicas. Fonte: portaldoprofessor.mec.gov.br Postado por: Else Marie Vergara
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Aprendizado da matemática é tema de encontro em Curitiba
Cerca de 500 professores da rede estadual de ensino atuantes com a disciplina de matemática na sala de apoio participam do Encontro Sala de Apoio à Aprendizagem – Matemática. O evento realizado nesta quarta-feira (29) pela Secretaria da Educação (SEED), por meio do Departamento de Educação Básica (DEB), tem como objetivo difundir práticas pedagógicas que auxiliem no desenvolvimento das ações de ensino e de aprendizagem da matemática.A matemática sempre foi vista como uma das disciplinas mais difíceis de serem aprendidas, principalmente para os alunos de estão chegando à 5ª série do Ensino Fundamental. Antecipando um possível abandono e reprovação devido às dificuldades de aprendizagem, foi criado em 2004 o Programa Sala de Apoio à Aprendizagem que auxilia os alunos com defasagem nesta área de conhecimento, oferecido contraturno.Para Mary Lane Hutner, chefe do DEB, o objetivo do encontro é discutir com os professores da sala de apoio sobre as dificuldades que os alunos encontram na matemática. “A disciplina é sempre vista como uma vilã, no que se refere ao trabalho com raciocínio e interpretação, então é muito importante os professores conhecerem e trabalharem nas oficinas que trazem inovações pedagógicas, para que possam superar as dificuldades dos alunos na matemática”, comenta.Segundo a técnica-pedagógica da equipe de Matemática do DEB, Renata Cristina Lopes, explica que o Programa Sala de Apoio foi pensado devido à dificuldade que o aluno enfrenta ao ingressar na 5ª série. “Uma das maiores reclamações de professores de matemática desta série é em relação à defasagem de conteúdos, principalmente na interpretação de problemas, compreensão de textos e nas operações mais elementares”, diz.Lopes ressalta a idéia de que o programa não é um reforço de conteúdos e que o professor deve perceber as lacunas que de aprendizagem que ficaram no processo do aluno, para que possa interferir nelas. O aluno deve dar conta no turno regular dos conteúdos da 5ª série.“A matemática deve ser pensada como educação matemática como um campo do conhecimento que procura como se deve dar o ensino, a aprendizagem e o conhecimento matemático, e a partir disto se pensar a disciplina como uma situação problema”, lembra. Desta forma, para ela, o aluno não aprende pela memorização ou pela repetição, mas compreendendo qual o significado da formação do conceito, contribuindo para a resolução de problemas que ele vivência no seu cotidiano.Em 2009 são 1.834 salas de apoio em todo o Paraná para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Em 2005, a taxa de rendimento escolar da 5ª série do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino apresentou uma taxa de reprovação de 21,09%. Já em 2008, esta taxa diminuiu para 15,5% e a taxa de abandono, no mesmo período, foi de 4,80% para 4,30%. Em 2008 foram atendidos cerca de 35 mil estudantes nas escolas públicas do Paraná.A palestrante Nívia Berti, professora do Núcleo Regional de Educação de Assis Chateaubriand, afirma que a disciplina é uma dificuldade na 5ª série devido ao aluno não entender o sistema de numeração decimal, acarretando erros em operações básicas, como a adição. “Às vezes, erram o cálculo por não respeitar o valor posicional, dando o resultado errado. Os alunos tratam a matemática de uma forma mecânica e precisam se habituar a analisar o resultado que obtiveram junto ao enunciado do problema para ver se é coerente ou não”. Berti diz que os erros podem ser superados uma vez que no diálogo, os alunos mostram que têm compreensão do assunto. Fonte: Trecho de matéria do site da Secretaria de Educação de Curitiba Postado por: Else Marie Vergara
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