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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ciência - Brasil

Falta de cientistas atrapalha desenvolvimento da Amazônia

Fábio de Castro - Agência Fapesp - 30/11/2010 

Doutores para a Amazônia
A Amazônia legal brasileira tem um território que corresponde ao de 32 países da Europa ocidental, mais de 20 milhões de habitantes e concentra a maior parte da biodiversidade do planeta.
Mas a grandiosidade da região não corresponde, nem de longe, à estrutura de pesquisa científica e tecnológica ali existente.
De acordo com Adalberto Luís Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), estima-se que apenas 4 mil doutores atuem em toda a Amazônia nas diversas áreas de pesquisa.
Um efetivo menor do que o da Universidade de São Paulo (USP), que possui mais de 5 mil doutores em seus quadros.

Estrutura científica amazônica
Em entrevista à Agência FAPESP, Val falou sobre a magnitude da carência de recursos humanos na área de ciência e tecnologia na Amazônia, que, segundo ele, é um dos principais obstáculos ao desenvolvimento da região.
A solução para o problema, segundo ele, passa pelo incremento da estrutura científica na região e pelas políticas de atração e fixação de mão-de-obra científica, que, por sua vez, estabelecerá a base para a formação de novos quadros na própria Amazônia.
Esse círculo virtuoso, no entanto, exigirá vontade política e uma articulação interministerial bem planejada.

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Fonte:  Portal de Inovação Tecnológica - Acesso em 02/12/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Educação

Democratização do acesso à informação científica é a marca dos dez anos do Portal de Periódicos

Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes

"Lançado em novembro de 2000, o Portal de Periódicos da Capes é considerado uma conquista da comunidade acadêmico-científica brasileira. Atende a um grupo de mais de 300 instituições,  entre instituições públicas e privadas de ensino superior, institutos de pesquisa e fundações estaduais de apoio à pesquisa. Oferece acesso gratuito a mais de 21.000 títulos de periódicos em texto completo, com o que de mais atual é produzido nos grandes centros de pesquisa do mundo.
Dada a relevância no cenário da pós-graduação brasileira, o Portal de Periódicos tem se consolidade como objeto de estudo, sendo investigado por pesquisadores e grupos de pesquisa de áreas como ciência da informação, ciências sociais aplicadas e ciências da computação, entre outras."

Fonte: Portal Capes - Acesso em 12/11/2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ciência: só precisa ser boa!

O QUE FAZ UM BOM CIENTISTA?

por Herton Escobar

FOTO: JF DIORIO/AE
FOTO: JF DIORIO/AE

Hoje vou (...) fazer uma reflexão editorial sobre um tema que foi levantado esta semana em meio às chamas que destruíram a coleção de cobras e aranhas do Instituto Butantan (IB).
Em entrevistas à imprensa, o ex-diretor da Fundação Butantan (braço privado do IB, que faz a gestão financeira do instituto), Isaias Raw, defendeu a priorização da produção de vacinas no Instituto e menosprezou as pesquisas feitas com a coleção. Disse que a função do IB era salvar vidas e não “ficar brincando com cobra” e que a ciência feita pelos pesquisadores da coleção era de “quinta categoria”.
Logo, vieram me perguntar: “Mas e aí, os caras lá são bons mesmo?”
Essa pergunta é extremamente difícil de ser respondida. Em geral, quem tem um bom conhecimento de ciência olha para um cientista e sabe se ele é bom ou não é. Mas como é que você “prova” isso estatisticamente? Sem conhecer nenhum dos pesquisadores do Butantan pessoalmente, como é que você definiria se eles são cientistas de primeira, segunda ou terceira categoria?
Ironicamente, definir um bom cientista cientificamente não é nada fácil. Seja qual for o parâmetro escolhido, alguém sempre acaba injustiçado. Tanto que a definição de mérito para distribuição de bolsas e seleção de projetos é um dos temas mais polêmicos da política científica – não só no Brasil, mas no mundo todo.
Por exemplo: Quem é o melhor cientista, aquele que publica mais, aquele que ensina mais, aquele que patenteia mais, aquele que faz pouca pesquisa mas atrai muitos recursos (financeiros e humanos) para sua instituição….?
E se considerarmos apenas as publicações, quem é o melhor: aquele que publicou 10 trabalhos medianos em 1 ano, ou aquele que publicou 1 trabalho revolucionário em 10 anos? Aquele que só publicou trabalhos medianos certamente não vai ganhar o Prêmio Nobel, mas talvez ele tenha orientado e formado muito mais alunos do que aquele que fez uma descoberta bombástica no mesmo período. E aí? Quem é o melhor cientista? Quem merece ganhar mais dinheiro e ter ar-condicionado na sala?
A resposta “correta”, claro, é que precisamos de todos os tipos de cientistas. Precisamos de pesquisadores audaciosos, empreendedores, do tipo Craig Venter, que buscam descobertas revolucionárias e não perdem tempo com “picuinhas”. Precisamos de pesquisadores-professores inteligentes, que se dediquem a formar jovens cientistas competentes e fazer boas pesquisas, sem se preocupar necessariamente em ganhar um Prêmio Nobel. Precisamos também de bons cientistas curadores, educadores, expositores, oradores, escritores, divulgadores, que talvez nunca publicaram um trabalho de impacto, mas que sabem transmitir o conhecimento da ciência para o grande público de maneira inteligente, seja na forma de um livro ou de uma exposição, fazendo com que as pessoas entendam, apoiem e se entusiasmem pela ciência. Etc.
Aos olhos de alguém como o Dr. Isaias, que dedicou sua vida ao estudo e à produção de vacinas, o trabalho de alguém que dedica a vida a descrever espécies de cobra guardadas em vidros com álcool pode parecer totalmente irrelevante. Mas obviamente que não é. Claro que a importância da produção de vacinas é inegável, inquestionável, mas as milhares de pessoas que visitam o Instituto Butantan todos os meses não vão lá para olhar as fábricas de vacinas. Vão lá para ver as cobras e aprender sobre elas! Ou alguém aí já viu uma criança com a cara grudada no vidro e a boca aberta de espanto olhando pela janela de uma fábrica? “Mamãe, olha só aquela linha de produção, que incrível!!! Tira uma foto?”…. acho que não.
Pois então: é só graças a essas coleções biológicas e graças ao trabalho desses cientistas “de quinta categoria” que conhecemos os nomes, os hábitats e o comportamento de todas essas cobras e aranhas fascinantes. Que graça teria viver cheio de saúde num mundo sobre o qual não conhecemos nada? Ciência não precisa salvar vidas nem ganhar Prêmio Nobel para ser boa. Só precisa ser boa.

Fonte: blogs.estadao.com.br/herton-escobar - publicado em 22.maio.2010 - 22:15:16

terça-feira, 16 de junho de 2009

A internet como auxílio a pesquisa II

A internet como auxilio a pesquisa II
Como falamos no post anterior hoje iremos navegar pelo Igoogle.
O Igoogle é uma “start page”, ou seja, uma plataforma que permite colocarmos em um só espaço uma série de informações e aplicativos que podem ser muito úteis para a nossa atividade, como por exemplo, notícias de algum jornal, sumários de revistas de nosso interesse, e-mail, agenda, dentre outros. Abaixo trago um exemplo de uma start page:

Mas como faço para ter a minha “start page”? Vamos pegar o igoogle como exemplo. A primeira coisa a ser feita é abrir uma conta no google (nas páginas de suporte do google é possível ter acesso a um tutorial). Após a abertura da conta entrar na página inicial do google – http://www.google.com.br e clicar em igoogle, no canto superior à direita

Entrando no igoogle nos são oferecidas várias opções para personalização de nossa página, que vão desde o pano de fundo até a incorporação de “novidades”, que é o nome dado pelo google para os gadgets. No próximo post veremos algumas destas “novidades”

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A internet como auxilio a pesquisa I

Pode a internet nos auxiliar em nossas vidas como estudantes? Ou talvez a pergunta a ser feita deveria ser: Em que a internet pode nos auxiliar? Com a intenção de responder a esta questão vamos periodicamente postar dicas de usos que podemos fazer das inúmeras ferramentas que estão disponíveis na grande rede.
Vamos começar com as Start Pages, o que são?
Start Pages são plataformas que possibilitam a personalização de uma espécie de "casa" na internet. Em uma start page é possível adicionar "links" que nos são úteis, tais como, e-mail, agenda, notícias, blogs e que podemos visualizar em nossa start page na medida em que são atualizados. Existem diversos serviços disponíveis pela web.
Em breve vamos navegar pelo Igoogle, que é a start page que a biblioteca utiliza.
Postado por Alberto Calil Junior